Mensagens de Osho 1

Você é rodeado por oceanos de tempo. Contudo, no seu interior existe a eternidade, a intemporalidade. É por isso que os seres iluminados dizem que, quando se transcende o tempo, quando se transpõe o tempo, se chega ao âmago do ser, a casa.

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Mas não fazer nada é meditar, é sannyas: significa apenas ser. Quando apenas se é, surge a liberdade: a liberdade dos amigos, dos inimigos, das posses e da ausência delas; a liberdade deste mundo e do outro, da matéria e da mente, de todas as escolhas e divisões. Quando se é, abandona-se o impossível, e surge o ser natural, o Tao, e você flutua. Sem esforço.

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Goze todos os aspectos da sua vida, caso contrário sentir-se-á culpado. Aceite a vida como ela é e sinta-se grato pela dádiva de viver. Sinta uma profunda gratidão: é isso que faz de si um homem religioso. Ao aceitar a totalidade da vida e todas as suas características, vai tornar-se mais íntegro. Todas as divisões desaparecem, e nasce em si um silêncio profundo... O desconhecido impregna-o; quando vive com integridade, o desconhecido bate à sua porta.

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Sempre que falhar em alguma coisa, não considere isso uma derrota total; sinta que pode transcender esse episódio, aceite esse facto como sendo uma aprendizagem. Tome consciência de que não precisa de repetir o mesmo erro, de que não precisa de passar pelo mesmo sofrimento. Um homem de sabedoria sofre tanto como um homem comum, mas, em cada situação, o sofrimento é sempre diferente. Um homem de sabedoria comete tantos ou mais erros do que um homem estúpido, mas nunca comete o mesmo erro duas vezes. Essa é a única diferença: a quantidade pode ser superior, mas a qualidade é diferente. Um idiota pode não cometer tantos erros, pode até nem cometer erro nenhum, pela simples razão de que nunca fará seja o que for com a sua vida. Só se erra quando se faz alguma coisa.

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Seja poderoso, afirme-se, seja independente. Não se transforme numa vítima da multidão. Comece a pensar, comece a ser você mesmo. Siga o seu próprio caminho solitário. Não seja uma ovelha!


In “A Semente de Mostarda”, Osho


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