Você é rodeado por oceanos de tempo. Contudo, no seu
interior existe a eternidade, a intemporalidade. É por isso que os seres
iluminados dizem que, quando se transcende o tempo, quando se transpõe o tempo,
se chega ao âmago do ser, a casa.
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Mas não fazer nada é meditar, é sannyas: significa apenas ser. Quando apenas se é, surge a
liberdade: a liberdade dos amigos, dos inimigos, das posses e da ausência
delas; a liberdade deste mundo e do outro, da matéria e da mente, de todas as
escolhas e divisões. Quando se é, abandona-se o impossível, e surge o ser
natural, o Tao, e você flutua. Sem esforço.
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Goze todos os aspectos da sua vida, caso contrário
sentir-se-á culpado. Aceite a vida como ela é e sinta-se grato pela dádiva de
viver. Sinta uma profunda gratidão: é isso que faz de si um homem religioso. Ao
aceitar a totalidade da vida e todas as suas características, vai tornar-se
mais íntegro. Todas as divisões desaparecem, e nasce em si um silêncio
profundo... O desconhecido impregna-o; quando vive com integridade, o
desconhecido bate à sua porta.
Sempre que falhar em alguma coisa, não considere isso uma
derrota total; sinta que pode transcender esse episódio, aceite esse facto como
sendo uma aprendizagem. Tome consciência de que não precisa de repetir o mesmo
erro, de que não precisa de passar pelo mesmo sofrimento. Um homem de sabedoria
sofre tanto como um homem comum, mas, em cada situação, o sofrimento é sempre
diferente. Um homem de sabedoria comete tantos ou mais erros do que um homem
estúpido, mas nunca comete o mesmo erro duas vezes. Essa é a única diferença: a
quantidade pode ser superior, mas a qualidade é diferente. Um idiota pode não
cometer tantos erros, pode até nem cometer erro nenhum, pela simples razão de
que nunca fará seja o que for com a sua vida. Só se erra quando se faz alguma
coisa.
Seja poderoso, afirme-se, seja independente. Não se
transforme numa vítima da multidão. Comece a pensar, comece a ser você mesmo. Siga
o seu próprio caminho solitário. Não seja uma ovelha!
In “A Semente de Mostarda”, Osho

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