Mensagens de Osho 2

Vá ao médico quando estiver em sofrimento, reze quando sofrer, medite quando sofrer. Não diga «Meditarei quando me sentir um pouco melhor», pois isso não ajuda: vai acabar por não meditar e perderá assim uma belíssima oportunidade num momento de sofrimento. Medite e tome consciência. Não perca a oportunidade, é uma bênção.
Canalize todo o seu sofrimento para a meditação, e rapidamente constatará que o sofrimento desaparece, porque a energia começa a movimentar-se para o interior, e não para a periferia, para o sofrimento, ou seja, o sofrimento não está a ser alimentado.


E o Deus vivo está dentro de si, mas você vive obcecado. A fixação no exterior tem de ser quebrada. Não há necessidade nenhuma de fugir para a floresta, pois isso não vai adiantar; ao longo de vinte e quatro horas terá, com certeza, momentos suficientes para poder virar-se para o seu interior. Não os desperdice! Sempre que tiver um momento, um instante que seja, aproveite para fechar os olhos e procurar o Deus vivo que existe dentro de si. Ele está lá, e basta um pouco de prática para ver e ficar sintonizado com a escuridão interior.


Se for impaciente, o encontro pode não se concretizar durante vidas e vidas, porque a própria impaciência não permite o estado de tranquilidade que Jesus refere. O próprio estado de expectativa perturba. Se estiver a pensar que alguma coisa vai acontecer, alguma coisa extraordinária, então nada acontecerá. Se estiver à espera, na expectativa da iluminação, o encontro nunca acontecerá. Não alimente expectativas. As expectativas pertencem ao mundo da morte, à dimensão do espaço e do tempo.
A interioridade não comporta metas. Não existe outro caminho senão o da espera, da paciência infinita. Jesus disse «Observa e sê paciente.» Um dia, quando menos esperar, tornar-se-á iluminado. Um dia, quando se der a sintonia perfeita, quando estiver preparado, subitamente será iluminado. Toda a escuridão desaparece, e você ficará pleno de vida, vida eterna, vida que nunca morre.


As pessoas não sabem viver sozinhas. Isso fá-las sentir desconfortáveis e ansiosas. Que poderei fazer? Onde poderei ir? Desloca-se então ao café, ao clube, à igreja, ao teatro; enfim, vai a qualquer lugar onde encontre outras pessoas, ou então vai às compras. Para os ricos, o único jogo, o único desporto que conhecem é o consumo. Os pobres nem chegam a entrar nas lojas, apenas vêem as montras. Mas saem e misturam-se na multidão!
Estar só é muito difícil, muito invulgar e verdadeiramente extraordinário. Porque sente tanta ansiedade? Porque sempre que está só sente-se insignificante. Então sai e vai às compras... Pelo menos o empregado da loja vai prestar-lhe atenção... O importante não é o artigo que acaba por comprar, porque esse é apenas mais um objecto inútil.


In “A Semente de Mostarda”, Osho


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